Dirigente da Contac-Cut assume cadeira no comitê da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação

Geni Dalla Rosa de Oliveira acredita que as ações do movimento sindical devem ser ampliadas

Escrito por  Vanessa Ramos, da Contac-CUT

A Secretária Nacional de Formação da Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (Contac-CUT), Geni Dalla Rosa de Oliveira assume, em 2017, cadeira no Comitê Executivo da Rel-Uita -  Secretaria Regional Latinoamericana  da União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação.

Geni, que tem anos de experiência no movimento sindical, foi eleita no final do ano passado, durante a 15ª Conferência Regional Latino Americana, em Punta Cana, na República Dominicana, onde mais de 50 organizações internacionais participaram do evento que reuniu 18 países com o intuito de analisar a conjuntura social, política e econômica da América Latina.

Para ela, a luta pela democracia e contra o Estado de exceção continua, mas as ações do movimento sindical deverão ser ampliadas. Ela também destaca o papel das mulheres neste contexto. Confira, abaixo, a entrevista com a dirigente.

Quais contribuições a Contac dará neste Comitê da Rel-Uita para 2017?

Toda a contribuição deve levar em consideração o cenário político brasileiro.  Como representante internacional pela Contac participarei das redes sindicais das multinacionais, como a JBS/Friboi e BRF, considerando a realidade das bases, de nossas entidades sindicais filiadas. Denunciaremos pela confederação e para o mundo o que está acontecendo com os trabalhadores brasileiros, especialmente no que se refere à retirada dos direitos e às barbáries cometidas pelas empresas multinacionais.

E temos ciência que devido à conjuntura política na América Latina e ao golpe ocorrido no Brasil seremos cobrados pelas entidades filiadas para que nenhum retrocesso a mais aconteça contra a classe trabalhadora brasileira.

Os trabalhadores da alimentação, assim como demais categorias, vivem uma conjuntura de retrocessos no Brasil. Quais os caminhos possíveis para superar este momento de crise e de golpe?

Neste ano intensificaremos nossa luta no setor de alimentação, manteremos nossos trabalhos nas bases e nossas ações nas ruas como sempre fizemos.  No setor de formação criaremos, por meio da articulação entre Contac e Uita, um calendário nacional e regional de círculos de estudos. Trabalho esse que já fizemos e que resultou, inclusive, na criação da Contac para conscientizar os trabalhadores, explicando e debatendo sobre o significado do golpe sofrido na vida dos trabalhadores.

Como você avalia a participação das mulheres trabalhadoras e sindicalistas no ramo da alimentação em âmbito mundial?

Somos fundamentais na luta de classes, no enfrentamento às mais diversas formas de exploração, machismo e contra a retirada de direitos. No movimento sindical, a paridade é um resultado concreto desta luta que temos travado na área da alimentação em âmbito mundial. E conquistamos isso nas direções tanto nas regionais como na direção mundial da Uita, com sede em Genebra, na Suíça. Contudo, sabemos que a luta não para por aqui. O nosso desafio agora é conquistar a paridade nos sindicatos, o que exigirá de nós um trabalho ainda mais árduo.

 

 

Crédito da Foto: 
Contac
Data e hora: 
18/01/2017 10:30 2017
Data: 
18/01/2017 2017